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Esta é a praia brasileira que virou capital do surfe e tem um acesso muito fácil

| Em 01/10/2025 às 18:37
Além de águas lindas, Ubatuba também é famosa por atrair surfistas. Foto: Flickr.

Localizada no litoral norte de São Paulo, entre Paraty (RJ) e São Sebastião (SP), Ubatuba reúne mais de 100 praias espalhadas por 83 quilômetros de costa. Reconhecida como a “capital do surfe” no Brasil, a cidade vai muito além das ondas. Com trilhas, cachoeiras, ilhas e uma forte presença cultural caiçara, o destino é ideal tanto para quem quer se aventurar quanto para quem procura momentos de tranquilidade à beira-mar.

Um cenário que favorece o surfe o ano todo

As praias de Ubatuba têm características que atraem desde surfistas iniciantes até profissionais. A variedade de direções geográficas do litoral permite que as ondas estejam presentes em diferentes épocas do ano. Por isso, campeonatos nacionais e internacionais são realizados com frequência nas praias de Itamambuca, Felix e Vermelha do Norte.

Não é raro encontrar atletas morando na cidade justamente pela qualidade das ondas e pelas condições ideais para treino. As escolas de surfe locais também oferecem aulas para quem deseja aprender do zero ou aprimorar sua técnica.

Além disso, há uma cadeia produtiva voltada ao surfe que movimenta a economia local. Fábricas artesanais de pranchas e eventos esportivos organizados pelo Núcleo de Surfe reforçam a ligação profunda entre a cidade e esse esporte.

Praia do Felix: surfe, sombra e mar azul

A Praia do Felix, uma das mais conhecidas da cidade, é um bom exemplo da combinação entre natureza e boas ondas. Rodeada pela vegetação da Mata Atlântica, ela atrai visitantes que buscam um mar agitado na ponta norte e águas calmas no canto sul — ideal para famílias e para quem quer apenas relaxar.

Durante o verão, a praia recebe turistas de várias partes do país, incluindo surfistas estrangeiros que buscam condições ideais para praticar o esporte.

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Ilha Anchieta: natureza, história e aventura

Quem busca experiências além da areia pode fazer um passeio de barco até a Ilha Anchieta, a poucos minutos do continente. Lá funcionava um antigo presídio político, hoje desativado. As ruínas históricas dividem espaço com trilhas, praias desertas e uma rica vida marinha — um convite para quem gosta de fazer snorkeling ou apreciar a biodiversidade de perto.

Atualmente, a ilha faz parte de um parque estadual com acesso controlado, o que contribui para a preservação do ambiente e da história local.

Projeto Tamar: tartarugas e educação ambiental

Na mesma região da Praia do Felix, o Projeto Tamar desenvolve ações de conservação das tartarugas marinhas. O local pode ser visitado e conta com aquários, painéis educativos e até a possibilidade de assistir à soltura de filhotes, principalmente durante a temporada reprodutiva.

A visita é indicada para todas as idades e funciona como um espaço de conscientização sobre o impacto das ações humanas no ecossistema marinho — algo que também pode ser relacionado com práticas sustentáveis em destinos turísticos na Grécia, como em Zakynthos, onde o cuidado com tartarugas também é levado a sério.

Tradições caiçaras mantêm viva a cultura local

Ubatuba é também um importante reduto da cultura caiçara. Comunidades tradicionais mantêm viva a pesca artesanal com canoas coloridas, redes feitas à mão e receitas passadas de geração em geração. O termo “caiçara” vem justamente das estruturas de madeira usadas para prender os peixes, e ainda hoje é possível ver essas armadilhas nas praias.

O Museu Caiçara e o Centro Cultural promovem exposições que explicam esse modo de vida e valorizam a sabedoria popular da região.

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Gastronomia à base de ingredientes do mar

A culinária de Ubatuba é um reflexo direto dessa herança caiçara. Pratos como moqueca de camarão, azul-marinho (peixe cozido com banana-verde), parati e farofa de camarão são destaque nos restaurantes locais, principalmente durante festivais gastronômicos que acontecem ao longo do ano.

Muitos desses ingredientes e técnicas lembram preparos típicos de comunidades litorâneas gregas, onde o pescado fresco e a sazonalidade também são base da alimentação tradicional.

Ecoturismo entre cachoeiras e trilhas

Ubatuba.

Ubatuba também tem várias opções para quem gosta de ecoturismo e trilhas. Foto: Flickr.

Quem prefere contato direto com a natureza pode seguir para as trilhas da Serra do Mar, que revelam paisagens exuberantes da Mata Atlântica. A Cachoeira do Prumirim, por exemplo, oferece uma queda d’água de 15 metros e uma piscina natural perfeita para banho.

A trilha até lá dura cerca de duas horas e atravessa uma área rica em biodiversidade, com orquídeas, bromélias e espécies nativas da floresta.

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Festivais e cultura musical

A agenda cultural da cidade também chama atenção. A Festa de São Pedro Pescador reúne a comunidade com procissões marítimas e pratos típicos à base de frutos do mar. Já o Festival de Jazz transforma a orla em palco, com apresentações que atraem músicos do Brasil e do exterior.

Durante esses eventos, pousadas, bares e restaurantes adaptam seus serviços e oferecem uma programação paralela com shows, oficinas e exposições.

Qual a melhor época para visitar?

Para quem deseja tranquilidade e clima mais ameno, os meses entre março e junho são ideais. As temperaturas ficam entre 20 °C e 26 °C, e as praias costumam estar menos cheias.

Durante o verão (dezembro a fevereiro), o fluxo de turistas aumenta consideravelmente. As temperaturas passam dos 30 °C e as chuvas são mais frequentes, mas as ondas também ficam mais consistentes, ideal para o surfe.

Outubro e novembro marcam o início da primavera, com vegetação renovada e clima agradável. Já o inverno, entre julho e setembro, costuma ser mais seco e atrai visitantes que buscam preços mais acessíveis e menos aglomeração.

E aí, você já conhece, ou está planejando conhecer Ubatuba?

  • Konstantinos P.

    Grego, morou na Grécia por quase toda a sua vida e em Londres por 3 anos. Trabalhou como Bar Manager, Bartender e Barista em Londres e na Grécia. Além de ter trabalhado nas melhores cozinhas e bares de Londres e da Grécia. Participou de renomados cursos na área e compartilhou o seu conhecimento com seus alunos pela Europa. Por ser apaixonado pelo seu país, encontrou por meio da escrita uma forma de compartilhar com os brasileiros o seu conhecimento sobre viagens, história, cultura, mitologia grega e culinária geral, trazendo o melhor da Grécia para vocês.

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