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Hábito japonês te ajuda a viver mais e não é exercício, nem dieta

| Em 17/03/2024 às 19:47
Freepik.

Todos nós buscamos uma vida longa e feliz. E, nessa busca, nos deparamos com várias lições dos japoneses. Na verdade, quando o assunto é longevidade, eles têm muito o que nos ensinar. Que uma boa alimentação e a prática de exercícios físicos são importantes para a nossa saúde, já sabemos. Porém, há um hábito japonês que não envolve nada disso e que pode te permitir viver mais. Mas, qual é esse hábito?

Por que os japonese vivem mais?

Os japoneses são famosos por terem uma das maiores expectativas de vida do mundo. Existem várias razões que contribuem para essa longevidade, incluindo fatores culturais, estilo de vida saudável e acesso a cuidados médicos de qualidade.

A cultura japonesa valoriza a saúde e o bem-estar. Por isso, a população tem uma dieta equilibrada, rica em peixes, vegetais, arroz e chá verde. Além disso, a prática do “hara hachi bu” – comer até estar 80% satisfeito – é comum no Japão, o que ajuda a evitar excessos alimentares.

Outro aspecto cultural importante é o senso de comunidade e apoio mútuo. Os japoneses têm uma forte rede de apoio social, que inclui a família, amigos e vizinhos. Essa conexão social contribui para a saúde mental e emocional, reduzindo o estresse e promovendo um estilo de vida mais saudável.

Além da alimentação equilibrada, os japoneses também têm um estilo de vida ativo. Por isso, caminham bastante, utilizam bicicletas e têm uma cultura de exercícios físicos, como a prática de artes marciais e ioga.

Eles também têm o hábito de fazer check-ups médicos regulares e procurar tratamento médico assim que surgem os primeiros sintomas de uma doença. Então, isso, associado a um sistema de saúde de qualidade, contribui para a sua longevidade.

Leia mais: 8 comportamentos de quem nunca tem sucesso na vida

O hábito japonês que pode te ajudar a viver mais

Quado se trata de hábitos que geram maior longevidade, o povo japonês apresenta uma peculiaridade que pouco tem a ver com os já listados: o hábito de estabelecer contato regular com a natureza, uma prática conhecida como Shinrin-yoku. Essa expressão pode ser traduzida como “banho de floresta”, e se refere ao ato de imergir em um ambiente natural, absorvendo as sensações e energias que emanam das árvores, do solo e do ar.

Diversos estudos, como os realizados pela Universidade de Chiba no Japão, reforçam os benefícios dessa prática tanto para a saúde física quanto mental e emocional. Por exemplo, uma caminhada pela natureza demonstrou reduzir o hormônio do estresse em 12,4% e a pressão arterial em 1,4%. Além de contribuir para a saúde do coração, o Shinrin-yoku auxilia na diminuição dos níveis de estresse e ansiedade, fatores essenciais para uma vida longa e saudável.

Interessante notar que essa prática não se limita apenas a florestas. Na verdade, qualquer espaço natural pode servir como cenário para o Shinrin-yoku. Aqui, o mais importante é se desligar do ritmo acelerado do cotidiano e se conectar com a natureza.

Esses achados são fundamentais, especialmente considerando os riscos associados à exposição a ambientes urbanos e industriais, que muitas vezes estão repletos de produtos químicos potencialmente prejudiciais à saúde. Inclusive, exposições prolongadas a substâncias químicas podem levar a problemas de saúde graves, incluindo toxicidade aguda, câncer, danos ao DNA e efeitos negativos na reprodução​​.

Portanto, o Shinrin-yoku não é apenas uma atividade relaxante, mas também uma prática de saúde preventiva, que contrapõe os impactos negativos do ambiente urbano moderno e estilos de vida agitados. Ao integrar a natureza no dia a dia, podemos aproveitar seus benefícios terapêuticos e melhorar significativamente nossa qualidade de vida.

  • Talvane Póvoa

    Com formação em Engenharia Agronômica, certificação em Comércio Exterior e MBA em Formação Geral Para Altos Executivos pela USP, ele possui amplo conhecimento bancário devido ao trabalho prestado ao Banco do Brasil. É uma entusiasta de viagens, negócios e cultura, com uma paixão pela culinária. Encontrou na escrita uma maneira de compartilhar seus conhecimentos em uma variedade de temas.

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