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Espelhos místicos: veja os 7 mistérios sobrenaturais por trás do reflexo

Espelhos místicos: veja os 7 mistérios sobrenaturais por trás do reflexo
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Os espelhos são objetos comuns em nossas vidas cotidianas. Usados para refletir nossa aparência física e auxiliar em atividades como arrumar o cabelo, aplicar maquiagem ou escolher roupas, na verdade, ele vai além disso. No entanto, ao longo da história, esses objetos têm sido associados a crenças e superstições que vão além de sua função prática.

7 fatos sobrenaturais por trás do espelho de acordo a antiga crença

Objetos de divinação

Objetos de divinação têm sido usados em diversas culturas ao longo da história. Na Grécia antiga, as feiticeiras da Tessália utilizavam espelhos “mágicos” no século III a.C., escrevendo suas predições com sangue.

Além disso, espelhos também eram usados pelos “specularii”, uma ordem de sacerdotes da Roma clássica que alegava poder ver o passado, o presente e o futuro nestes objetos.

A tradição de usar espelhos para fins mágicos é conhecida como “catoptromancia” ou “captromancia”, derivada do termo grego “katoptron”, que significa espelho. Porém, não era uma prática exclusiva dos gregos e romanos, e aparece em diferentes momentos da história e em diferentes partes do mundo.

Energia da Lua

Na China, acreditava-se que os espelhos podiam concentrar e capturar a energia dos astros, especialmente a da Lua. Um imperador chamado Qin Shi Huang, que assumiu o cargo no ano 25 d.C., alegava possuir um espelho que lhe permitia ver as qualidades interiores das pessoas que o olhassem.

Portal para outro mundo

Os antigos egípcios produziam espelhos com cobre polido, associando o cobre à deusa Hathor, a personificação feminina do disco solar. Os astecas poliam a obsidiana, um tipo de vidro vulcânico natural, para fazer seus espelhos. Além disso, acreditavam estarem ligados ao deus Tezcatlipoca, o senhor da noite, do tempo e da memória ancestral, que usava os espelhos para fazer a travessia entre a Terra e o submundo.

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Azar ou sorte

Os espelhos também se associam a superstições. Por exemplo, a crença de que quebrar um espelho traz sete anos de azar é uma superstição que vem dos romanos, que acreditavam que a vida se renovava em ciclos de sete anos. No entanto, havia formas de evitar a maldição, como enterrar os pedaços no chão ou jogá-los nas corredeiras de um rio.

No Paquistão, por outro lado, quebrar um espelho ou outro vidro em casa é um bom presságio. A tradição diz que este tipo de acidente significa que o mal está deixando a sua morada e a boa sorte está chegando.

Prisão de almas

Outra superstição é a crença de que os espelhos refletem a alma das pessoas. Em algumas culturas, acredita-se que os espelhos possam capturar a essência de uma pessoa e quebrar um espelho possa trazer má sorte ou prejudicar a alma.

Além disso, em algumas regiões, como a Inglaterra da era vitoriana, os espelhos eram cobertos com tecidos durante o velório de um falecido, acreditando-se que a alma da pessoa morta poderia ficar presa nos espelhos. Essa prática também era observada em outras partes do mundo, como América do Norte, China, ilha de Madagascar, região da Crimeia e Mumbai, na Índia.

Reflexo da alma

Em muitas culturas antigas, acredita-se que os espelhos possam refletir não apenas a aparência física, mas também a “natureza interior” ou a alma de uma pessoa. Essa crença está na origem de várias lendas e mitos, incluindo a crença de que vampiros e outros demônios não têm reflexo no espelho. De acordo com essa lenda, os seres como vampiros, que são mortos-vivos e sem alma, não possuem reflexos em espelhos.

Espelhos falantes

Na antiguidade, a crença de que os espelhos capturavam e retinham o que refletiam pode ter inspirado o conto da Branca de Neve. Acredita-se que a “verdadeira” Branca de Neve tenha sido uma baronesa da Baviera, o maior Estado alemão, do século XVIII. O pai desta baronesa teria se casado novamente no ano de 1743, e a madrasta de Branca de Neve tinha uma preferência por seus filhos de um relacionamento anterior. Então, ela ganhou um espelho de presente do novo maridoo.

O objeto era conhecido “espelho falante”. Dizia-se que os espelhos produzidos no vilarejo de Lohr (hoje na Alemanha) tinham tamanha qualidade que sempre “diziam a verdade” – daí o nome. O famoso “espelho falante” era conhecido por sempre dizer a verdade, e você pode encontrá-lo atualmente no museu Spessart, no castelo de Lohr, Alemanha.

Conclusão

Os mistérios dos espelhos são muitos e variados, e essas superstições e tradições em torno desses objetos continuam a intrigar a humanidade até hoje.

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Konstantinos P.

Grego, morou na Grécia por quase toda a sua vida e em Londres por 3 anos. Trabalhou como Bar Manager, Bartender e Barista em Londres e na Grécia. Além de ter trabalhado nas melhores cozinhas e bares de Londres e da Grécia. Participou de renomados cursos na área e compartilhou o seu conhecimento com seus alunos pela Europa. Por ser apaixonado pelo seu país, encontrou por meio da escrita uma forma de compartilhar com os brasileiros o seu conhecimento sobre viagens, história, cultura, mitologia grega e culinária geral, trazendo o melhor da Grécia para vocês.