Como os espartanos criavam filhos para o sucesso? Grego conta!

Uma criação um pouco polêmica.

Hoje, a Grécia é amplamente reconhecida por suas ilhas deslumbrantes e por ter sido o berço da civilização ocidental. No entanto, voltando no tempo, podemos relembrar a história grega, onde os espartanos se destacaram como guerreiros habilidosos, famosos por sua sede de vitória e disciplina militar incomparável. Mas, você já se perguntou como os espartanos criavam seus filhos?

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Como os espartanos criavam seus filhos?

A cidade de Esparta, na Grécia Antiga, foi um centro cultural e filosófico importante, famoso por sua riqueza teatral e avanços culturais.

Surpreendentemente, ao contrário de outras cidades-estado gregas, Esparta não era protegida por muralhas. Assim, sua defesa residia no próprio exército, cujo treinamento começava desde a infância.

Os espartanos adotavam uma abordagem única na criação de seus filhos, iniciando seu treinamento militar aos sete anos de idade. Expondo-os a situações desafiadoras desde cedo, os pais buscavam eliminar o medo e formar soldados destemidos. Esse processo de formação culminava na agoge, um rigoroso programa de treinamento intensivo que durava até os vinte anos de idade.

Na agoge, reservada para os espartanos de classe alta, os jovens eram submetidos a um treinamento físico e mental exaustivo, visando criar guerreiros invencíveis. Acreditava-se que ao fortalecer o corpo, também fortaleceriam a mente, o que os tornaria imbatíveis no campo de batalha. Além do treinamento militar, os espartanos também recebiam instrução em escrita e literatura, buscando um equilíbrio entre força física e conhecimento intelectual.

Assim, a educação espartana era muito mais do que uma preparação para a guerra; era um processo cuidadosamente planejado para moldar indivíduos resilientes e capazes de enfrentar qualquer desafio com coragem e determinação

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A educação holística dos espartanos na agoge

Além do treinamento físico, a formação dos espartanos na agoge era abrangente, incluindo alfabetização e habilidades de sobrevivência. Assim, os jovens aprendiam técnicas de combate e até danças com armas, visando tornar os movimentos naturais desde cedo. Por volta dos 12 anos, iniciavam o treinamento militar, já familiarizados com canções e danças armadas, e passavam a lidar com condições adversas, como o clima frio, com pouca proteção além de uma capa. Para fortalecer pés e mente, eram obrigados a andar descalços em todas as situações.

Contrariando a ideia de que os guerreiros espartanos se alimentavam abundantemente, eles passavam por treinamento psicológico que envolvia a fome, acreditando que isso os tornaria mais determinados e agressivos. Roubos de comida não eram punidos pelo ato em si, mas sim por terem sido pegos, refletindo uma abordagem disciplinar distinta da atualidade.

Por fim, alguns relatos sugerem que o treinamento intenso na agoge resultava em mortes entre os jovens espartanos. No entanto, para os espartanos, isso parecia ser uma consequência aceitável, pois acreditavam que apenas os mais fortes e aptos deveriam sobreviver aos rigores do treinamento, criando então uma elite de guerreiros invencíveis.

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